sexta-feira, 9 de dezembro de 2016

Evolução do Açude Curema/Mãe D'água em 2016

Imagem do Açude Curema 30-09-2016
Açude Curema anuncia que poderá secar. Comparando sua capacidade máxima hídrica, entre o complexo, "Curema/Mãe D'água"  1.159.645.358 m³, com relação a disponibilidade hídrica atual, o manancial está passando pelo pior momento hídrico de toda sua história.
Após o escoamento de todas suas águas, através de suas comportas, Agência Nacional de Águas (ANA), juntamente com o DNOCS, ambos descompromissados com a questão sócio-ambiental  deste manancial, e usando da prerrogativa do técnissismo burguês, e dando continuidade aos seus "autoritarismos", inteligentes ou apenas irresponsáveis, na oportunidade insistem em secar a derradeira gota d'agua que resta no sertão da Paraíba.
A próxima vitima agora é a Barragem Mãe d'água, a mesma poderia servir como reservatório emergencial para atender a demanda por "carros pipa" mas, primordialmente está servindo para perenizar o aluvião assoreado de sua jusante, rio abaixo.
O objetivo da ação maldosa e, principalmente criminosa. Portanto perguntamos aos Senhores (as), tem irresponsabilidade maior? Imaginem ainda, cometidas por órgãos Gestor de Recursos Hídricos de âmbitos Nacional, e estadual,
O volume total do Açude Estevam Marinho mais conhecido como "Açude Curema Mãe D’água", quando foi construído, era de 1.358.000.000 m³, mas, no ano de 2013 estudos bati-métricos foram realizados, onde na oportunidade apontou uma perda brusca em sua capacidade.
Estudos comprovam que entre os principais problemas responsável diretamente pela perca significativa de sua capacidade, está relacionado aos assoreamentos, esses ocasionados pelos desmatamentos, onde o alvo principal são as matas ciliares do rio e também dos seus afluentes formadores. Atualmente o manancial apresenta-se com a seguinte capacidade máxima 1.159.645.358 m³.
Capacidade do Açude Curema.....................................591.646.222 m³
Capacidade do Açude Mãe d'água.................................567.999.136 m³
Capacidade do complexo Curema/Mãe D’água........1.159.645.358 m³

 Manancial
 Capacidade
 Volume.atual
Data 
Percentual 
Curema 
591.646.222 m³ 
15.403.000
09.12.20162,6 %
Mãe D'água 
567.999.136.m³ 



Complexo C/M 
1.159.645.358.m³ 



Nova Olinda 




Santa Inês 




Condado 




Buiú




Cachoeira dos Cego










Observação: O minúsculo volume das águas, está relacionado ao baixo volume pluviométrico caído nos últimos quatro  anos (2012,2013,/2014,2015 e 2016).
No dia 24 de Outubro de 2016 o manancial atingiu o seu volume morto, através da quota 13.513.000 m³.
Quota mensal 2016: 
01/01/2016.........59.100.000 m³ 9,9 %
01/02/2016.........59.100.000 m³ 10,0 %
01/03/2016.........54.423.000 m³ 9,3 %
01/04/2016.........53.908.000 m³ 9,1 %
01/05/2016.........53.737.000 m³ 9,0 %
01/06/2016.........48.276.000 m³ 8,1 %
01/07/2016.........41.758.000 m³ 7,1 %
01/08/2016.........33.743.000 m³ 5,7 %
01/09/2016.........24.981.000 m³ 4,2 %
01/10/2016.........18.220.000 m³ 3.0 %
01/11/2016.........12.078.000 m³ 2,0 %
01/12/2016.........15.670.000 m³ 2,6 %

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Açude Curema em 01 de Junho de 2016

Foto S.O.S Rio Piancó
A Entidade Ambientalista S.O.S Rio Piancó, visitou o Açude Curema neste (01 de Junho de 2016), a finalidade da visita está relacionada a elaboração de um relatório anual de acompanhamentos ao manancial, tendo em vista a maior crise hídrica que envolve toda região nordeste do País, em alerta maior para o sertão do Estado da Paraíba, atingindo diretamente o Vale do Piancó.

Durante os trabalhos, foi observado que o manancial já perdeu (21,61 cm) vinte e um metros e sessenta e um centímetros de sua coluna d’água. Outra medição foi realizada na parte interna da torre de comando do açude, constatado que restam apenas (1,26 cm) um metro e vinte e seis centímetros de coluna de água para descobrir a parte externa superior da tubulação da comporta.

Em seguida foi realizado medições no pé da torre, sendo na parte de dentro do açude, local mais profundo da coluna d’água (1.35 cm) um metro e trinta e cinco centímetros de profundidade.
Fonte: S.O.S Rio Piancó

sábado, 28 de maio de 2016

COMITÊ E IBAMA REALIZAM VISTORIA EM OBRA NO MUNICÍPIO DE MARIZÓPOLIS/PB.

CBH-PPA
O  Comitê da Bacia Hidrográfica do rio Piancó-Piranhas-Açu (CBH PPA) em conjunto com o Ibama, Aesa, Comissão Gestora do Açude São Gonçalo e Dnocs realizaram vistoria na tarde desta sexta-feira (27/05) em uma obra de responsabilidade da prefeitura de Marizópoles na qual rompeu uma espécie de lagoa de estabilização jogando os esgotos dentro do açude São Gonçalo. O fato despertou atenção da sociedade após a divulgação de um vídeo nas redes sociais. A gravidade do crime ambiental gerou repercussão entre a sociedade.

Durante visita constatou-se a execução de obra de nivelamento e aterramento de um rio que vai resultar no interligamento de um bairro ao loteamento Monte Sinai, que está sendo construído no local. Em contato com populares presentes ao local foi informado que a obra busca atender, possivelmente, os interesses deste loteamento, que inclusive já possuí duas multas aplicadas pelo Ibama.

No momento da visita, o presidente do CBH PPA, Procópio Lucena, solicitou dos representantes da empresa o projeto de execução da obra, onde estes informaram que não estavam de posse do projeto, nem tampouco tinham acesso. No entanto, informaram que na próxima segunda-feira o secretário de obras do município disponibilizaria o projeto para os órgãos competentes. Diante desses fatos, os representantes do Ibama comunicou para empresa que a obra seria paralisada até que toda a documentação necessária fosse apresentada.

Foi identificado pelas entidades que fizeram a vistoria que, além dos esgotos lançados dentro do açude São Gonçalo, sem outorga, foi também interrompido o curso natural de um afluente do rio piranhas sendo também depositados materiais minerais contaminados com esgotos em área de APP (área de preservação permanente) que serão carreados no período da chuva provocando assoreamento do rio e do açude São Gonçalo.

Após a vistoria, a comissão se reuniu na sede do Dnocs, em São Gonçalo, onde foi feita uma avaliação e tomados os seguintes encaminhamentos: Manter a paralisação da obra por recomendação do Ibama até que o município apresente o projeto de execução em conformidade com a legislação; As entidades presentes na vistoria continuarão articuladas e na próxima segunda-feira manterão contato com o gestor municipal de Marizópolis/PB  solicitando deste toda a documentação inerente ao projeto de execução da obra; A Comissão Gestora fará um relatório síntese da vistoria e, em articulação com o Comitê, fará diálogo com a Sudema, ANA, Polícia Ambiental e Ministério Público Federal para, em cooperação com o Ibama e AESA, identificar as estratégias de ação; O IFPB realizará coletas para análise da água a partir da próxima segunda, compromisso assumido por Hermano Rolim, representante dessa Instituição presente a vistoria, bem como, será mantido contato com a Cagepa para que essa apresente uma análise da situação da água após lançamento desses esgotos.
Fonte: CBH-PPA

quinta-feira, 31 de março de 2016

Primeira Enchente do Rio Piancó em 2016.

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Depois de muito sofrimento e, ansiedade dos nossos agricultores, pecuaristas e, Ribeirinhos usuários de água do nosso Rio Piancó, que finalmente agora estão comemorando a primeira enchente do Rio Piancó.
As águas turbas misturadas aos esgotos de 20 Cidades do Vale do Piancó, chegaram no dia, 30 de março deste, 2016, por volta do meio dia na localidade de monitoramento da Agência Nacional de Águas (ANA), que fica localizada em baixo da ponte do rio, mais precisamente na Cidade de Piancó.

O registro fotográfico das águas aconteceu durante uma visita de monitoramento da ONG- S.O.S RIO PIANCÓ. A seguir foi constatado o nível máximo da enchente, onde atingiu oitenta e oito centímetro, (0,88 cm), coluna d’água.

Também foram analisados outros aspectos ambientais.
Uma grande quantidade de lixos descendo nas águas, rumo ao Açude Coremas.

Qualquer alteração no nível das águas, voltaremos a informar aos nossos leitores.
Fonte S.O.S Rio Piancó.

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

Açude Coremas, Medições - Etapa III - 2015

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Nesta Quarta-feira, 31 de Dezembro de 2015, a Entidade Ambientalista S.O.S Rio Piancó, realizou a 3ª  visita técnica ao Açude Coremas, (Estevam Marinho), o intuito do trabalho, tem como finalidade a realização de mais medições na torre de comando do referido manancial.

Sempre com o melhor das informações em primeira mão, para esclarecer de forma popular e direta a população que interessa saber a respeito da realidade absoluta do Açude Coremas.

            Durante o andamento dos trabalhos, foi constatado as seguintes medições; Na parte frontal da torre, sentido parede, lado norte, a profundidade do restante da coluna d’água, é, de apenas 0,40 cm, (quarenta centímetros), já a medição realizada no canto de baixo, sendo na parte mais profunda da base da torre, foi constatado 2,63 cm (Dois metro e sessenta e três centímetros).

            Devido o acompanhamento continuo dos trabalho de medições, das águas deste manancial, onde cada aferimento é de suma importância para esclarecimentos ao publico leitor,  nesta ficou constatado que durante a ultima quinzena do mês de dezembro/2015, a perda na coluna d'água foi de 3,4 cm/dia.
            Os colaboradores para a realização deste trabalho foram os seguintes: Romário Jerônimo, Marcos Vinicius Souza Henrique e Edglayrton José Alves de Souza.
Fonte : S.O.S Rio Piancó

quinta-feira, 17 de dezembro de 2015

Evolução do Açude Coremas/Mãe d'água em 2015

 
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Açude Coremas anuncia que poderá secar. Comparando o volume total do Açude Coremas, 1.159.645.358 m³, em relação ao que tem de água atualmente acumulada, neste 30.12.2015, entre os dois mananciais, sendo, o Açude Coremas e, a Barragem Mãe D'água juntos possuem = 12,0%, dados estes, referente a capacidade total.
Podemos filosofar? Mesmo assim, com o volume baixíssimo, a Agência Nacional de Águas (ANA), juntamente com o DNOCS, ambos descompromissados ambientalmente com as questões hídricas e ambientais deste manancial, e usando da prerrogativa do técnissismo burguês, (insistem em secaram o açude), com a finalidade de perenizar as areias secas da jusante do referido manancial. A finalidade sempre é irrigar rio abaixo, até alcançar a Barragem de Oiticica, a mesma ainda em fase de construção, localizada no Município de Jucurutu no Estado do Rio Grande do Norte. Portanto perguntamos aos Senhores (as), tem irresponsabilidade maior? Imaginem ainda, sendo cometidas por órgãos Gestor de Recursos Hídricos de âmbitos Nacional, Pasmem Senhores, isso é Brasil!
O volume total do Açude Estevam Marinho mais conhecido como (Açude Coremas Mãe D’água), quando foi construído, era de 1.358.000.000 m³, mas, no ano de 2013 estudos bati-métricos foram realizados, onde na oportunidade apontou uma perda brusca em sua capacidade.

Estudos comprovam que, um dos principais problemas responsável diretamente pela perca significativa de sua capacidade, está relacionado aos assoreamentos, esses causados pelos desmatamentos, principalmente das matas ciliares do rio e de seus afluentes formadores. Atualmente o manancial apresenta-se com a seguinte capacidade máxima 1.159.645.358 m³.
Capacidade do Açude Coremas.....................................591.646.222 m³
Capacidade do Açude Mãe d'água.................................567.999.136 m³
Capacidade do complexo Coremas/Mãe D’agua........1.159.645.358 m³


Evolução do Açude Coremas/Mãe d'água em 2015
Manancial
Capacidade
Vol /atual
Data
Percentual
Coremas
591.646.222 m³
60.948.000 m³
25/12/2015
      10,3%    
Mãe d'água
567.999.136 m³
78.982.000 m³
28/12/2015
    13,9 % 
Coremas/Mãe D'agua (juntos)
1.159.645.358 m³
 139.930.000 m³
30/12/2015
   12,0 %
Saco/Nova Olinda
97.488.089 m³
21.428.000 m³
06/01/2015
21,9 %
Santa Inês
26.115.250 m³
1.958.000 m³
05/01/2015
7,5%
Condado
35.016.000 m³
10.127.450 m³
Janeiro/2015
28,9%
Açude Buiú
70.757.250 m³
13.792.000 m³
01.10.015
19.7%

Observação: O baixo volume das águas destes açudes está acontecendo em função do baixo volume pluviométrico que vem caindo nos últimos três  anos (2012-2013-2014).

Evolução anual do Açude Coremas.
Janeiro
01/01/2015 = 131.280.000 m³
30/01/2015 = 117.651.000 m³ 19,9 %
Fevereiro
01/02/2015 = 116.680.000 m³ 19,6%
28/02/2015 = 105.000.000 m³
Março
 01/03/2015 = 104.550.000 m³ 17,7%
No dia 23 deste a quota chega aos 99.641.000 m³ mas, A partir do dia 24 o açude começou a pegar água.
No ultimo dia (31) do mês de março o Açude Coremas atinge 123.979.000m³ 21%.
31/03/2015 = 123.979.000 m³ 21%
Abril
01/04/2015 = 123.979.000 m³ 21%
Maio
 01/05/2015 = 122.950.000 m³ 20,9%
Junho
01/06/2015 = 113.767.000 m³ 19.1 % 
Julho
01/07/2015 = 105.908.000 m³ 17,5% 
Agosto
01/08/2015 = 99.208.000 m³ 8.5% 
Setembro
01/09/2015 = 91.485.000 m³  7.9% 
Outubro
01/10/2015 = 84.108.000 m³ 7,2 % 
Novembro
01/11/2015 = 76.717.000 m³ 6,6% 
Dezembro
01/12/2015 = 69.435.000 m³ 11,7 %
31/12/2015 = 58.800.000 m³ 

domingo, 13 de dezembro de 2015

Açude Coremas, Medições - Etapa - II

Neste sábado, 12 de Dezembro de 2015, a Entidade Ambientalista S.O.S Rio Piancó, realizou mais uma visita ao Açude Coremas, o objetivo da visita é fazer medições na torre de comando do manancial, a fim de esclarecer melhor a população sobre a real situação deste corpo hídrico.

Ao iniciar os trabalhos de medições, ficou constatado que o açude está com as seguintes medições: Na parte da torre, lado vista para parede sua coluna d'água é de apenas 1,06 cm, (um metro e seis centímetros), outra medição foi realizada, sendo na torre no sentido canto de baixo, explicando melhor na parte onde a coluna d'água é mais profunda, sendo constatado que a profundidade da coluna d'água se encontra com 2,89 cm, (dois metros e oitenta e nove centímetros).

Entre o intervalo de uma medição para outra, que foi de apenas 25 dias, ficou constatado que o manancial perdeu exatamente 90 cm, (noventa centímetros), o que da uma perda diária de 3,6 cm.
Observe o esquema na fotografia, clique para ampliar.

Outra curiosidade é a perca total da coluna d'água do Coremas, quota da soleira (sangria) para a lamina d'água atual é de 20,16 cm, essa é a real situação da perca total das águas do velho Açude de Coremas.

sábado, 12 de dezembro de 2015

PF investiga desvio de dinheiro na transposição do Rio São Francisco.

Presidente da construtora OAS é preso em novo desdobramento da Lava Jato. Policiais cumpriram 32 mandados judiciais em oito estados e no DF.

A Polícia Federal descobriu um esquema de desvio de dinheiro público nas obras da transposição das águas do Rio São Francisco. Entre os suspeitos presos nesta sexta-feira (11), está o presidente da construtora OAS.
Os policiais federais cumpriram 32 mandados judiciais em oito estados e no Distrito Federal.
Quatro pessoas ligadas a empreiteiras foram presas temporariamente: por cinco dias, podendo haver renovação por mais cinco. São elas: o presidente da construtora OAS e administrador da subsidiária Coesa, Elmar Varjão, ex-funcionário da Barbosa Mello Alfredo Moreira Filho e os executivos Mário de Queiroz Galvão e Raimundo Maurílio Freitas, da Galvão Engenharia.
A denúncia é de superfaturamento em dois dos 14 lotes das obras de transposição do Rio São Francisco.
A obra começou em 2007 e deveria ter acabado há três anos, mas o cronograma atrasou. O orçamento passou de R$ 4,5 bilhões para R$ 8 bilhões. A transposição quer levar água do São Francisco pra beneficiar 12 milhões de pessoas em quase 400 cidades de quatro estados do Nordeste.
Em 2009, o então presidente Lula visitou os canteiros acompanhado da então ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff. Em 2012, já como presidente, Dilma esteve na obra, que passava por problemas com as construtoras. Voltou lá em agosto de 2015 para inaugurar a primeira estação de bombeamento. E disse que tudo estaria pronto em 2016.
Na entrevista coletiva nesta sexta-feira (11), no Recife, a Polícia Federal informou que está investigando as obras dos lotes 11 e 12, que ficam entre os municípios de Custódia, em Pernambuco, e Monteiro, na Paraíba. Os contratos são de R$ 680 milhões.
Segundo a PF, o consórcio usou empresas de fachada pra desviar R$ 200 milhões do dinheiro público, destinado à transposição. Essas empresas estariam em nome do doleiro Alberto Youssef e do lobista Adir Assad, presos durante a Operação Lava Jato, que investiga desvio e lavagem de dinheiro da Petrobras. De acordo com a polícia, as fraudes definiam que serviços seriam feitos.
"Se a fraude for aumentando a estaca, a empresa superfatura, alegando a necessidade de escavação. Se a fraude for diminuindo a estaca, a empresa superfatura alegando necessidade de aterro”, explica Alexandre Lucena, delegado regional da PF.
Os suspeitos poderão responder por associação criminosa, fraude na execução de contratos e por lavagem de dinheiro. As investigações agora, segundo a Polícia Federal, seguem em duas direções.
"Para obter elementos do núcleo administrativo, que são formados por servidores públicos, por exemplo, do Ministério da Integração Nacional, e também, por fim, embora não haja elementos nos autos, mas todo cenário converge par
a que exista um núcleo político que ainda não foi identificado em face dessa situação", explica Felipe Leal, delegado da PF.
A OAS afirma que prestou todas as informações à Polícia Federal, que sempre esteve à disposição das autoridades e que, por isso, lamenta a prisão de Elmar Varjão.
O Grupo Galvão declarou que ainda não tomou conhecimento dos detalhes da investigação e que mantém o compromisso de colaborar para que tudo seja esclarecido.
O advogado da Barbosa Mello ressaltou que a empresa não foi alvo de nenhuma ação da Polícia Federal. E disse que não sabe quando Alfredo Moreira Filho deixou a companhia. Alfredo foi um dos presos nesta sexta. O Ministério da Integração Nacional não quis se manifestar sobre a investigação em andamento.
Fonte: G1.globo.com

quarta-feira, 25 de novembro de 2015

Açude Coremas, Medições - Etapa - I.

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Neste (17) de Novembro de 2015, foi realizada mais uma inspeção no Açude Coremas Mãe D’água. Os trabalhos foram coordenados pela S.O.S Rio Piancó, que através de seus membros: José Rodrigues Filho e Romário Jerônimo, onde oportunamente realizaram diversas medições.

No curso das atividades desenvolvidas foram efetivadas várias medições, afim de descobrir a real situação em que se encontra o manancial hoje, todos os detalhes minuciosamente observados, onde oportunamente ficou bem claro que o manancial atingirá o seu volume morto até o mês de janeiro de 2016.

A marca da laminas d’água de sua capacidade total, nitidamente afixada, no alto da torre de comando, sinaliza sua quota de sangria.

A medição foi realizada justamente na torre de comando acima citada, e foi efetivada da seguinte forma; Através de uma trena com capacidade de medir até 50 m, cinquenta metros. O equipamento contendo um pendulo de 1. Kg na ponta, onde oportunamente foi lançado no sentido do piso natural de terra, ficando assim constatado um declínio em sua coluna d'água de 19.26 cm, dezenove metros e vinte e seis centímetros.

Em seguida foi realizada medição da profundidade da coluna d'água restante para o pé da torre, mais precisamente no lado da parede (talude do açude), ficando constatada a seguinte medição: 1.96 cm, um metro e noventa e seis centímetros.

Ficando nitidamente claro que do nível de sangria, (quota da soleira) para a lama, (piso natural), localizado no pé da torre contem a seguinte medição: 21.22 cm, vinte e um metros e vinte e dois centímetros.

Mais uma medição foi realizada para descobrir a extensão da parte no perímetro descoberto pelas águas, mais precisamente na parte que se localiza entre a coroa da parede (talude de sustentação das águas), até a atual lamina d’água, ficando constatada a seguinte medição: 64.97 cm, sessenta e quatro metros e noventa e sete centímetros.

El Niño vai piorar a seca no Nordeste, diz especialista.

Professor doutor em Meteorologia, Paulo Nobre fez palestra sobre o El Niño na SudeneFoto: Társio Alves/Ascom/Sudeneicionar legenda
O semiárido do Nordeste é uma das regiões que mais sofre com os efeitos do fenômeno climático El Niño, agravando a seca. O fenômeno ocorre durante cerca de um ano dentro de três ou cinco anos (periodicidade irregular).
"O El Niño é um fenômeno que ocorre no Oceano Pacífico, principalmente. A temperatura do mar aumenta, próximo à costa da América do Sul, por vários fatores da dinâmica do oceano e da atmosfera, vem uma onda de calor do oeste do Pacífico, na Indonésia. E isso traz as nuvens também, traz precipitação que normalmente ocorreria lá longe aqui próximo da América do Sul", explica o professor doutor em meteorologia Paulo Nobre.
Quando a precipitação ocorre próximo à América do Sul, gera um braço de circulação atmosférica sobre o Nordeste, o que gera a seca. "É por isso que o El Niño é muito temido. Porque ele normalmente contribui para diminuir a chuva pela circulação atmosférica que causa", completa. Em 2015, começou por volta do mês de maio e tem previsão de duração de um ano. De acordo com o especialista, as expectativas são de que o El Niño atual seja um dos piores já registrados.
As edições do fenômeno climático que trouxeram mais problemas ocorreram entre 1982-1983 e 1997-1998, provocando secas no Nordeste e enchentes no Sul do Brasil. Os motivos incluem as ações praticadas pelos seres humanos, como o uso intenso dos combustíveis fósseis - que provocam emissões de gás carbônico - em vez de energias mais limpas. "Usamos ainda carros com motor à combustão interna, ainda se usa petróleo, uma coisa de 1900!", critica Nobre

ENERGIA SOLAR - Para Paulo Nobre, o investimento em energia solar pode contribuir para o combate à fome do semiárido nordestino por meio da geração de emprego (fabricação, instalação e manutenção) e renda no semiárido. "Num período de muito sol, você pode ter atividades econômicas que se beneficiem do sol, de forma que a ausência de chuva não prejudique [a economia]", explica.

O potencial de geração elétrica nacional solar é de 23,4 PWh/ano, enquanto o da eólica é de 6,7 PWh/ano e a da hidráulica, de 2,3 PWh/ano, de acordo com especialista. Segundo Nobre, o uso de painéis fotovoltaicos em telhados de casas do semiárido e em hidrelétricas do Brasil poderia promover a inclusão social da população, já que, com maior independência econômica das pessoas, seria possível investir mais em educação.

Áreas em estado avançado de desertificação em Pernambuco chegam a 11 mil quilômetros quadrados, que também poderiam ser aproveitadas para a produção de energia solar.

As informações foram dadas pelo professor na palestra de abertura do "Encontro de Clima: El Niño no Nordeste brasileiro, impactos e ações para o enfrentamento", realizado nesta sexta-feira (20) na Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene).

"Nós vamos com nossos técnicos refletir como podemos incorporar isso dentro das metas do FDNE. Acredito que a colaboração foi muito grande dada pelo professor e que renascem ainda mais as esperanças de uma saída econômica para o Nordeste do Brasil", afirmou o superintendente da Sudene, João Paulo.

De acordo com o superintendente, o órgão criou o Grupo de Trabalho Semiárido Sudene, com o objetivo de aprofundar os estudos e encontrar alternativas para superar a seca no Nordeste.
Fonte: UOL